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Alexandre Pais

Arrufo de comadres

As tristes figuras parlamentares prometem novas cenas finíssimas.

Alexandre Pais 11 de Março de 2017 às 00:30
Na última quarta-feira, com os canais de informação a transmitirem o debate quinzenal com o Governo na Assembleia da República, o primeiro-ministro, no meio de mais uma feia querela com o PSD, regozijou-se pelo direto televisivo desses jogos florais, porque isso permitiria aos portugueses avaliar quem tinha razão.

É um erro crasso, esse de pensar que a opinião pública identifica o arcanjo quando meia dúzia de querubins se engalfinha na disputa do cetro de quem berra mais alto e consegue ser mais vulgar. É evidente que os incondicionais de um e outro lado dirão que a responsabilidade pelas tristes figuras pertence ao "enlameado" ou ao "mal-educado", de acordo com as suas simpatias, mas a maioria dos telespetadores não deixará de punir por igual os desavindos.

Fará pior: atribuirá as culpas à falta de nível de uma classe política já desgastada, cavando mais o fosso por onde um dia tomarão o castelo os aproveitadores populistas da falência da central das prebendas e dos ódios de estimação. E a forma rude como Passos Coelho respondeu a Ferro Rodrigues, quando o presidente da AR lhe disse que deveria terminar a sua intervenção, prenuncia ainda novas e finíssimas cenas neste histérico arrufo de comadres.
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