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Alfredo Leite

Acabou a festa

Boris Johnson queria ser lembrado como novo Churchill mas é uma anedota.

Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 8 de Julho de 2022 às 00:31
Após vários meses refugiado na trincheira da mentira, o primeiro-ministro britânico cedeu à avalanche de demissões no Executivo e às pressões do Partido Conservador. Para os detratores – em número que não parava de crescer –, ontem já era tarde para Boris Johnson deixar o 10 de Downing Street. O demissionário chefe de Governo não é o único responsável pela degradação do ecossistema político britânico. Os conservadores apoiaram-no até ao limite do admissível, quando o deveriam ter apeado aos primeiros sinais de escândalo. Talvez venham a pagar nas urnas o custo dessa falta de coragem. Na hora do adeus, Boris saberá o que quis dizer quando disse que ia deixar o “melhor emprego do Mundo”. Nós só sabemos uma parte: As festas na residência oficial em pandemia quando se pedia aos britânicos que permanecessem em casa, os encontros com vinho a rodos e bebedeiras, os truques para escapar aos jornalistas e as mentiras sobre tudo isto.

Boris Johnson, que pretendia ser lembrado como o novo Churchill, ficará para a história como o homem do Brexit e um político que transformou o mandato numa anedota. Mesmo que nem tudo tenha sido mau no mandato. A condenação inequívoca do ataque russo contra a Ucrânia e o apoio a Zelensky condicionou outros líderes europeus – mais ou menos titubeantes nesta matéria – a colocarem-se no lado certo da história. 



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