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Almeida Henriques

A queda

Voltar às origens do sonho europeu é hoje um imperativo tão difícil quanto necessário.

Almeida Henriques 28 de Junho de 2016 às 01:45
A Europa segue de trambolhão em trambolhão e a queda final não é já hipótese puramente teórica. Esse é o dado novo. A Europa fez a sua solidariedade em cacos e não há no presente liderança audaz para os colar.

Depois do Brexit, produto de um caldeirão local de populismo demagógico, irresponsabilidade política e subcultura de sectarismo nacionalista, adensam-se os rumores de sanções da União a Portugal por incumprimento da regra de controlo dos défices excessivos.

Enquanto reinar na Europa uma lógica iníqua de diretórios e de desiguais, de grandes e pequenos, em que os pecadilhos dos mais frágeis pagam as culpas que são perdoadas às transgressões dos poderosos, não há tábua de salvação que possa valer ao náufrago que é o projeto político do Velho Continente.

Os ideais da paz, da prosperidade e da solidariedade comunitária, que estiveram na base da construção da Europa, parecem já uma sombra. E as conquistas do ‘mercado único’, do ‘Euro’, da Política de Coesão ou do programa Erasmus são já diáfanas e destituídas de força nessa cola que deveria juntar Estados e Povos.

Pelas melhores razões, a Europa não podia nem deveria ser uma deceção. Voltar às origens do sonho europeu é hoje um imperativo tão difícil quanto necessário e urgente. Por cá, o Bloco de Esquerda, no seu afã mediático, apressou-se a pôr gasolina em cima do incêndio. E o que Portugal menos precisa agora é de uma agenda política pirotécnica. Também por isso convinha ao Governo outro parceiro para a governação… Pode ser que, como fazem crer alguns, "onde cresce o perigo surja também a salvação".

Nota final para saudar a abertura do Hospital CUF Viseu no dia de ontem. O equipamento traz à região 35 especialidades médicas e cirúrgicas, atendimento permanente 24 horas por dia, serviços de diagnóstico avançados e mais de 200 postos de trabalho, 172 dos quais diretos. Boas notícias!
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