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André Ventura

A injustiça islâmica

A autoproclamada tolerância ocidental ignora crimes graves cometidos por perversos líderes ditos islâmicos.

André Ventura 17 de Agosto de 2015 às 00:30
Que a justiça internacional está pelas ruas da amargura, já todos o sabíamos. O que muitos desconheciam é que a autoproclamada tolerância ocidental seria um dia de tal forma gritante que ignoraria minorias étnicas escravizadas e mulheres escandalosamente traficadas para a satisfação dos seus perversos líderes ditos islâmicos. Estamos, na verdade, a esquecer o princípio básico da igualdade na aplicação da lei e na administração da justiça.

A noticiada agressão do líder da comunidade islâmica de Lisboa, Sheik David Munir, sobre a sua esposa afegã de 29 anos, evidenciando a desculpabilização imediata dos factos por alguma comunicação social e também a aparente resistência das autoridades em atuar, são bem o espelho dos estereótipos e dos medos que desenvolvemos enquanto nações democráticas. A incapacidade de discutirmos os fluxos de potenciais terroristas que afluem à Europa infiltrados e imersos nos dramáticos movimentos migratórios que assolam o Mediterrâneo é a expressão da nossa imaturidade cultural e política. Mas há linhas vermelhas que jamais poderemos tolerar que sejam cruzadas.

A ampla divulgação internacional, estes dias, de que a assassinada trabalhadora humanitária Kayla Mueller, assim como dezenas de outras jovens de todas as nacionalidades, terá servido de escrava sexual do líder do Estado Islâmico e revendida posteriormente a guerrilheiros na Síria e no Iraque, deveria atormentar as consciências de todos os líderes do mundo ocidental. Sob a capa de um alegado conflito ou emancipação religiosa, de encenações telegénicas de versículos do Corão, a Europa assiste inerte a um genocídio de proporções trágicas. Imagens de homens e mulheres degolados, de soldados queimados em jaulas ou de mulheres tornadas mercadoria barata parecem bater na couraça da indiferença europeia e da nossa tolerância islâmica.

Mas em todos estes casos não há nada para tolerar. Há apenas injustiça…que nos devia envergonhar!

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