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António Magalhães

Complexo de superioridade

O banho de bola na Suíça deve servir como banho de humildade.

António Magalhães 30 de Setembro de 2017 às 00:30
Rui Vitória tem dito amiú de (seguramente, mais vezes do que gostaria) a frase "não metemos a cabeça na areia" para garantir que está atento e pronto para tomar as medidas necessárias para combater a crise. O problema é que, chegado a este momento, a águia só tem mesmo a cabeça de fora. Recusado o contexto de crise, as derrotas e as exibições sofríveis foram interpretadas apenas como uma "fase má", quando os sinais indiciavam que as coisas não estavam bem.

Basileia provou que afinal eram piores do que pareciam. A convicção de que o caminho da virtude seria recuperado nunca foi alicerçado em sinais do presente mas em provas do passado. A constante observação de que no balneário moravam campeões foi manifestamente insuficiente para produzir algum efeito. Pareceu até ter acentuado um certo complexo de superioridade que os títulos tornaram transversal ao clube. Tem faltado humildade a este Benfica.

Apontar falhas de construção do plantel para justificar o momento é uma conclusão a que todos os observadores chegaram e, provavelmente, treinador e dirigentes também. Mas só isso não explica uma das maiores goleadas da história europeia do clube nem a falta de consistência exibicional.  Há outros aspetos a considerar, como o processo de jogo e as opções técnicas. Está então o Benfica perdido? Claro que não. Há males que vêm por bem. Um banho de humildade fazia falta e a centralização do foco na Liga talvez seja o melhor remédio.



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