Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Súbdito de Bruxelas

Os cidadãos dos países periféricos já pouco decidem.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 10 de Janeiro de 2016 às 00:30
A intervenção no Banif e a venda com prejuízo para os contribuintes, que poderá ascender a qualquer coisa como 3,7 mil milhões de euros, mais de mil euros por cada família portuguesa, são sinais de que Portugal é um Estado-membro da União Europeia que já não é soberano, mas súbdito cumpridor de instituições que dependem de outros poderes.

Ainda há cidadãos europeus que mandam nesses diretórios: os franceses e os alemães. Haverá outros que são ouvidos. Mas os cidadãos dos países periféricos já pouco decidem, além de escolherem os seus autarcas, na freguesia, no município ou na República. Sabe-se que havia propostas mais baratas para salvar o Banif. A administração do banco alienado garante que, com a injeção de 350 milhões, tinha-se evitado este desfecho. Mas Bruxelas não deixou. E tivemos um ministro português a dizer que preferia a integração na Caixa Geral de Depósitos à venda ao Santander, mas Bruxelas não deixava. Imaginam um ministro alemão ou francês a dizer isso aos seus cidadãos?
Ver comentários