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Armando Esteves Pereira

Crise política cara

PCP e Bloco fragilizados nas Autárquicas e ameaçados nas próximas Legislativas pelo Chega estão a pedir mais do que o País pode dar.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 25 de Outubro de 2021 às 00:32
A geringonça morreu no segundo Governo de António Costa e as dificuldades que o Executivo está a enfrentar para a aprovação do Orçamento do Estado (OE) para 2022 são o reflexo do desaparecimento dessa coligação inédita na política portuguesa. O PS é hegemónico na esquerda, mas sem maioria parlamentar. Tendo excluído negociações com a direita, fica refém do PCP e do Bloco, dado que o namoro com o PAN e as deputadas não inscritas, apesar das prendas oferecidas com prejuízo das touradas, não é suficiente para os 116 deputados que garantem a aprovação do OE.

PCP e Bloco fragilizados nas Autárquicas e ameaçados nas próximas Legislativas pelo Chega estão a pedir mais do que o País pode dar. Apesar da ilusão da bazuca, o dinheiro gasto pelo Estado é confiscado aos contribuintes - famílias e empresas. Com as novas promessas de Costa aos parceiros, este é o OE que mais dinheiro distribui para as principais bandeiras sociais da esquerda.

Mais gastos significam mais pressão fiscal no futuro. Entre um orçamento despesista que distribui mais do que os contribuintes podem suportar e uma crise política com eleições antecipadas, a segunda solução pode ficar mais barata para o País.
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