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Armando Esteves Pereira

Orçamento com vícios

Conduzir carro é tributado como vício. O Fisco fica com 69%.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 24 de Janeiro de 2016 às 00:30
O esboço orçamental enviado pelo governo a Bruxelas desenha um quadro otimista, mas impõe aos cidadãos um agravamento da carga fiscal nos combustíveis, no tabaco e no consumo a crédito.

Há muita gente que este ano vai receber mais dinheiro com o alívio da sobretaxa do IRS, aumentos de pensões, fim da contribuição de solidariedade para a esmagadora maioria de reformas e eliminação gradual dos cortes salariais da Função Pública. Até os trabalhadores com salários inferiores a 600 euros têm um aumento patrocinado pela redução dos descontos para a Segurança Social.

Mas os cidadãos pagam caro nos combustíveis. Conduzir um carro é tributado como vício. Em cada viagem, no custo de gasolina, o Fisco fica com 69%. A fatura será pesada quando o petróleo voltar a subir e, mais tarde ou mais cedo, isso acontecerá. O esboço tem mais despesa. E este será o orçamento mais fácil do atual Governo. Basta uma derrapagem e o cenário otimista previsto por Centeno não se confirmar para o orçamento de 2017 ser mais complicado.
Bruxelas Função Pública Segurança Social Mário Centeno Orçamento de Estado
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