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Armando Esteves Pereira

Rendas na luz

Os consumidores pagam uma fatura política oculta na eletricidade.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 17 de Janeiro de 2016 às 00:30
O preço do petróleo está em mínimos, mas por cá a gasolina e o gasóleo não baixam tanto. Uma das desculpas é a elevada carga fiscal que leva quase dois terços do custo final pago pelos automobilistas. Só que o Fisco não explica tudo e as petrolíferas continuam a ser mais  rápidas quando o mercado aponta para a subida. Porém, o maior escândalo no mercado energético reside nas rendas da eletricidade que os consumidores pagam na conta da luz.

Uma fatura política oculta. Não é apenas a taxa de contribuição audiovisual que vale 6% da fatura média. O maior abuso é o subsídio das energias renováveis que este ano vai levar 1,2 mil milhões de euros. A fatura oculta é responsável por outro elefante branco mal explicado, o famoso défice tarifário, acumulado de anos anteriores e que continuaremos a pagar até 2022. Subsidiar energias alternativas até podia ter algum sentido, mas o que aconteceu foi um golpe pela calada aos consumidores. Fizeram-se fortunas à custa da captura de rendas. Enriquecimento ilícito e impune.

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Nove mil milhões
Desde 2007 o subsídio vai em 9 mil milhões de euros, três mil euros por família. O presidente da entidade reguladora, Vítor Santos, foi ao Parlamento dizer que já não são necessários.
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