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A voz do dono

O que Bruxelas deseja é "punir" o governo português.

Baptista-Bastos 3 de Agosto de 2016 às 01:45
As pequenas humilhações a Portugal, praticadas por Bruxelas, possuem a marca de uma estratégia bem organizada. Todos os dias uma Imprensa pressurosa, cúmplice desta ignomínia, publica "notícias" das sanções a aplicar, "por incumprimento das regras". João Galamba já explicou, e provou, com calma e discernimento, o modo e a forma. As "regras" foram tripudiadas, sim, mas pelo governo anterior. E os representantes máximos desse governo manobram as frases e manipulam a verdade com a desvergonha de tunantes. O que eles não têm a nós sobra e se não coramos pela afronta deles é porque são desmerecedores.

Felizmente, as coisas foram sanadas, e as profusas acusações que pendiam sobre Portugal afinal não existiam. Antes, porém, a situação tornara-se assustadora. O que Bruxelas deseja é "punir" o governo português, que lhe não agrada porque tentava escapar à asfixia imposta. As "sanções" são a chantagem sistemática e prolongada, criando um clima de inquietação a um povo.

Apesar de os portugueses estarem submetidos a este indecoro moral e político, e à infâmia de um partido, o PSD de Passos Coelho, que não honra os testamentos legados, as sondagens aumentam a vantagem do PS. As últimas dão maioria absoluta a uma ligação PS-Bloco de Esquerda, mesmo sem a participação do PCP.

Nem sempre resulta como verdade uma mentira mil vezes repetida, nem as constantes manifestações de inocência proferidas pelo presidente do PSD cativam as pessoas e iludem a realidade. A evidência é que o PSD está sem estratégia, sem doutrina e sem projecto. E este desatino já foi entendido pelo Presidente da República, ao recomendar mais recato, equilíbrio e sensatez na frase e no propósito. O que está em causa é a decência de um povo e as suas urgências, não as tinetas de um político medíocre, com voz de tenor, e apenas capacitado para seguir a voz do dono. Ou da dona.
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