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Carlos Anjos

Farsa ou burla

Às vezes, por detrás de grandes ideias há objetivos muito pouco nobres.

Carlos Anjos 28 de Julho de 2017 às 00:30
Os incêndios florestais atiraram o país para o caos. Hoje o medo é enorme, sobretudo no interior, onde uma população envelhecida se encontra quase à mercê do destino.

Sim, é do destino e da sorte que hoje dependemos, tal a incapacidade de nos defendermos.

Mas, não bastava esta nossa incapacidade, eis que uma respeitada senhora anuncia publicamente que é falso que em Pedrógão tenham falecido 64 vítimas: pelas suas contas morreram já 73, mas a coisa andará próximo da centena. Num país normal, onde as pessoas pensassem, ninguém lhe ligava.

Assim, existem 64 mortos, cujos corpos foram entregues às famílias, com uma certidão sobre o local onde o óbito aconteceu.

Não há desaparecidos, não há pessoas à procura dos seus entes queridos, não há cadáveres por identificar. Então quem são os mortos fantasmas, com famílias fantasmas?

Confirmada a lista da senhora que teve os seus dez minutos de fama, tudo não passava de um engano, de uma farsa.

Inquirida pelas autoridades, não conseguiu explicar onde foi buscar os seus dados, nem quem lhos transmitiu.

Há, pois, que ter muito cuidado com os fazedores de memoriais, já que, por vezes, por detrás de grandes ideias existem objetivos muito pouco nobres.
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