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Carlos Anjos

Máfia dos fogos

Temos uma autêntica máfia do fogo que não se importa de matar.

Carlos Anjos 20 de Outubro de 2017 às 00:30
Portugal foi este ano assolado por incêndios assassinos, que tiraram a vida a mais de uma centena de portugueses. Um sentimento de profunda raiva assola-me neste momento, porque as causas dos incêndios estão mais do que estudadas.

Temos problemas estruturais, com uma floresta sem limpeza, uma autêntica bomba prestes a explodir. Temos causas conjunturais, assentes numa Proteção Civil incapaz de fazer um planeamento adequado a esta época e alocar os meios humanos necessários a essa prevenção.

Um Estado nas mãos dos privados, sem meios aéreos, que está refém do aluguer desses meios, sendo que se não houver incêndios, essas empresas irão provavelmente à falência. Por último, uma autêntica Máfia do Fogo, que não se importa de matar pessoas e destruir economicamente um país.

Será certamente coincidência que no último dia da Fase Delta, quando o contingente da Proteção Civil começava a ser retirado, no último dia antes do regresso anunciado da chuva, terem deflagrado mais de 700 incêndios em Portugal.

Sem qualquer tipo de populismo, qual o castigo para quem incendiou Portugal, assassinando 42 pessoas e reduzindo a economia de muitas regiões a zero?
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