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Carlos Rodrigues

É a vacina, estúpido

Vacinar para salvar vidas é o essencial. O resto é acessório.

Carlos Rodrigues(carlosrodrigues@cmjornal.pt) 20 de Março de 2021 às 00:33
O leitor mais familiarizado com as frases que fazem História identificará de imediato as semelhanças do título com o lema que levou Bill Clinton à Casa Branca.

A crise apertava, e nessas eleições já longínquas o jovem político mobilizou o país a martelar uma única ideia, que era a preocupação central de todos. É a economia, estúpido. Vem isto a propósito da mais recente lição que vem dos Estados Unidos.

Joe Biden prometeu vacinar 100 milhões de americanos nos primeiros 100 dias de presidência, e matraqueou essa ideia à exaustão.

O homem pode já ter uma idade que o atrapalha ao subir para um avião, mas pelo menos não confunde o essencial com o acessório. Os 100 milhões de vacinados chegaram, afinal, nos primeiros 58 dias.

O mundo já quase não se lembrava, mas quando a América se mobiliza em redor de uma ideia fixa, a América é imparável.

Devíamos olhar, e aprender a lição. "É a vacina, estúpido." O grosso das energias do Estado devia focar-se nesse objetivo único e grandioso, em redor do qual tudo se devia mobilizar. Vacinar para salvar vidas e devolver-nos nem que seja um vislumbre de normalidade. Isso é o essencial. Tudo o mais é acessório.
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