Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
1
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Carlos Rodrigues

O avô Fernando

Que o jogo de hoje traga o habitual realismo, amigo das vitórias.

Carlos Rodrigues(carlosrodrigues@cmjornal.pt) 24 de Junho de 2017 às 00:38
Fernando Santos já telefonou à mulher. Ainda não disse  quando volta para casa, mas já perguntou como está o neto. Para matar saudades, recebeu uma foto, e pediu um vídeo. Vai assim o ambiente na seleção nacional.

Parafraseando o poeta, são plácidas todas as horas que nós perdemos, se no perdê-las, qual numa jarra, pomos vitórias, troféus e títulos mundiais. Conquistas que a minha geração, por exemplo, ainda há bem pouco tempo considerava inalcançáveis.

Hoje, Portugal joga contra a Nova Zelândia. Amanhã começa a preparar a meia-final, depois de conhecer o adversário que aí vem.

O avô Fernando alertou para a necessidade de levar a sério o adversário desta tarde, e fica-lhe bem fazê-lo, até porque foi com os adversários mais fracos que a seleção nacional teve maiores dificuldades no Europeu de há um ano.

Cuidado, por isso, com o excesso de confiança. Mais vale manter o ADN da equipa: que o jogo de hoje traga o habitual realismo, que é amigo das vitórias, se bem que impróprio para quem sonha com goleadas fáceis. Também dava jeito uma pontaria um pouco mais afinada que o habitual. Isso permitiria fazer descansar, às tantas, o melhor jogador do Mundo.
Carlos Rodrigues opinião
Ver comentários