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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Edgardo Pacheco

Cada português é um bom aviador

Quanto a segurança, há pilotos que arriscam mais do que outros. Esquisito...

Edgardo Pacheco 10 de Fevereiro de 2017 às 00:30
Os portugueses matam-se na estrada como doidos, mas em matéria de manobrar aviões são barras. Pilotos com brevet tirados num tablet e a partir do sofá.

E como vemos isto? Quando a saída de um avião se atrasa devido a problemas técnicos ou atmosféricos. Nessas alturas, há teorias para todos os gostos. E então quando as coisas ocorrem nos Açores e metem ao barulho a Sata versus companhias de low cost, oh, as teses são hilariantes.

No domingo passado, um voo Sata da Terceira para Lisboa que deveria sair às 15h30 foi sendo atrasado várias vezes, até ao seu cancelamento às 18h30. Sucedeu que, nesse espaço de tempo, e enquanto a Sata repetia a lengalenga do mau tempo, aterrou um avião inter ilhas da Sata, um avião militar e outro aparelho da Ryanair, que – zaragata das zaragatas – recolheu os clientes e zarpou para Lisboa.

Certos passageiros/pilotos que garantiam que um Airbus A310 (Sata) é, em termos de segurança, equivalente a um Boeing 737-800 (Ryanair) foram tirar satisfações junto dos funcionários da Sata. Estes lá pediam desculpa, mas, para o povo, a coisa resumia-se assim: os pilotos da Ryanair são uns tipos de barba rija; os da Sata, uns borra-botas.

Com a coisa calma, eu, que meto os pés num avião sempre contrariado, pedi delicadamente uma justificação. Resposta: "É necessário ter em conta que, dentro do intervalo de segurança, as companhias e os pilotos ora adotam uma política conservadora ora outra na fronteira dos limites definidos." A sério?! Se o tipo pensava que me tranquilizava, fez o contrário. Da próxima vez que viajar, vou indagar pela política de segurança da companhia. Ai vou, vou.
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