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Edgardo Pacheco

Os Açores e o futuro da escola hoteleira

O novo diretor da EFTH deverá ser alguém que aproveite e melhore o trabalho já feito.

Edgardo Pacheco 9 de Dezembro de 2016 às 01:45
Durante a cerimónia de entrega dos galardões aos restaurantes premiados com estrelas Michelin, em Girona, Barcelona, um camarada de profissão espanhol, que estava ainda meio ébrio com as paisagens açorianas onde tinha passado férias, perguntava-me por que razão a Madeira já vai no seu segundo restaurante com estrelas Michelin (Il Gallo d’Oro com 2 estrelas e William com 1), quando nos Açores, nem um Bib Gourmand (categoria antes de 1 estrela) existe.

Coçando a fronte, lá mandei uns bitaites sobre o assunto, defendendo, para resumir, que sem turistas de bolso cheio essa aventura das estrelas não existe. Mas quando a conversa terminou, fiquei, com um copo de Albarino na mão, a remoer na seguinte questão: se tivesse de apontar um restaurante açoriano para uma estrela, qual seria?

E a resposta é: o Anfiteatro, da Escola de Formação Turística e Hoteleira dos Açores (EFTH), em Ponta Delgada. De caras. Mas, depois, lembrei-me de que Filipe Rocha, o antigo diretor da escola, já anunciou a sua saída há algum tempo e, até à data, não há conhecimento de quem o vai substituir.

E creio que esta matéria deveria ser gerida com profissionalismo e sem que o mundo da política local meta areia na engrenagem. Se, em matéria de gastronomia, os Açores são uma coisa antes do aparecimento da EFTH e outra depois, isso deve-se ao dinamismo e à visão estratégica de Filipe Rocha. Quem venha ocupar o seu cargo deve aproveitar o que já está feito para fazer ainda melhor.

Os Açores, que têm excelentes produtos da terra e do mar, merecem isso. Pode ser que assim cheguem mais depressa às estrelas. Apesar de, para começar, eu já me contentar com uns Bib Gourmand.
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