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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Eduardo Cintra Torres

Abaixo a censura aos golfinhos!

O Estado não deixa golfinhos entancados nadar com 'conhecidos' da TV. Eles, se calhar, gostavam. Como podem animais passar sem 'celebridades'?

Eduardo Cintra Torres 29 de Maio de 2015 às 00:30

A Conservação da Natureza deu parecer negativo ao programa da SIC ‘Golfinhos com as Estrelas’. Lá ficamos nós sem ‘conhecidos’ em novos malabarismos e sem horas a fio de publicidade ao Zoomarine. Ó SIC, repesca o ‘Flipper’, dos anos 60, que era tão giro!


Marcelo deu um elegante puxão de orelhas a J. Alberto Carvalho pela apologia do regicida de D. Carlos. O apresentador teve de reconhecer o erro, mas só por causa das muitas críticas de espectadores. De outra forma não recuaria: a insensatez não tem limites.


A efervescência colectiva pode ser pequenina e sem significado, mas, se for relativa à bola, dá-se em directo. E, se for do clube com mais adeptos, dá-se a dobrar. Os directos sem fim de um Marquês de Pombal com 20 miúdos aos gritos foram ridículos.


No Terreiro do Paço houve cerimónia militar. Mas a cem metros havia uma pequena manifestação contra, que não passou nos noticiários. Está mal. Nem que fosse por dez segundos, é função do jornalismo mostrar o outro lado dos acontecimentos.


Prémios como os Globos de Ouro tentam equilibrar entre popularidade e qualidade do trabalho dos nomeados. A televisão está sempre presente a montante, como selo de popularidade dos nomeados. Mas, este ano, os júris chegaram a um justo equilíbrio.


Continuam os erros ortográficos graves nos rodapés. Na RTP, obsessão passou a ‘obseção’. Acontece isto no mesmo operador que tem a rubrica ‘Bom Português’, em que faz perguntas na rua sobre ortografia. E que tal começar por perguntar na Redacção da RTP?


Tendências

Os maus: 
As séries mais aclamadas têm um ponto em comum: os heróis são maus. François Jost, autor francês, reflecte em ‘Les Nouveaux Méchants’ (Os Novos Maus) sobre esta novidade da narrativa em ‘Dexter’, ‘Breaking Bad’ e ‘Deadwood’. O mesmo sucede em ‘Sopranos’ ou ‘House of Cards’. Narrativas complexas levam ao limite a linha ténue entre o Bem e o Mal. 

Limites: 
A publicidade tornou-se o conteúdo mais transversal nos conteúdos televisivos. Está em todo o lado, em Portugal e no Mundo. Nos EUA, a falta de vergonha chegou ao ponto de homenagens a militares durante jogos de futebol americano pagas pelo Estado aos clubes. Vale tudo. Como não hão- -de os espectadores tornar-se cada vez mais desconfiados? Aqui, sim, é preciso legislar.

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