Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
9
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Eduardo Cintra Torres

Ó Serrão, nós também adormecemos

Deixe lá, não faz mal. Meia hora a prolongar o blá-blá sobre um fora-de-jogo? É uma obra de arte niilista. Adormeça sempre. É um gosto vê-lo.

Eduardo Cintra Torres 24 de Fevereiro de 2017 às 00:30
O comentador da bola Manuel Serrão fez um esforço titânico para não adormecer no programa ‘Prolongamento’ (TVI), em que é gritador oficial. Como nós o percebemos: estavam há horas a prolongar se um fora-de-jogo era fora-de- -jogo. Só mesmo para dormir.


Depois de cumprir pena, uma pessoa é devolvida à sociedade. Tudo bem. São as regras da sociedade. Mas o que fez a TVI é inconcebível: 15 minutos a promover Isaltino Morais, quando ele ameaça recandidatar-se em Oeiras, em rubrica de turismo sentimental.


Donald Trump inventou um atentado terrorista na Suécia. O que terá ele fumado?, ironizou o ex-primeiro-ministro sueco. O presidente dos EUA acusa os media de "notícias falsas" quando ele próprio se vai especializando em inventar "factos alternativos".


Um programa da brasileira TV Record confundiu as imagens dum videojogo com um teste para motorista do presidente dos Estados Unidos. "Impressionante essa imagem aí!", dizia o apresentador enquanto se via as imagens digitais: "fake news" em acção!


O futebol substitui a guerra, mas nem sempre por meios pacíficos. A batalha campal em Braga mostra que muitos adeptos não levam a sério a bola como metáfora de conflito. A PSP gere a situação, não a pode resolver. Já os clubes não querem. Nem a Liga.


Prime quê? O prime time, ou horário nobre, começa pela hora do jantar e acaba lá para a meia-noite. É o período mais apetecido da TV. Mas o consumo minuto a minuto de TV mostra que, depois do pico de audiência pelas 21h00, os espectadores… chichi cama!


-----

Tendências

Flop: A RTP quis fazer um Festival da Canção para o "grande público", mas o "grande público" não foi nas cantigas. A semifinal teve menos audiência que oito programas da SIC, TVI e da própria RTP 1. Os 24 minutos das canções ocuparam quase duas horas e meia de TV. Viu o final metade da audiência que viu o início. E, claro, quer o júri quer o público deram a vitória à pior canção. 

Perdendo: Apesar de chamar à semifinal um "grande evento" e de mil auto-elogios durante os 141 minutos, a RTP 1 não teve mais audiência do que costuma aos domingos. E a RTP 2 tem em 2017 uma audiência, incluindo na TDT, menor que vários canais só no cabo. É um modelo perdedor. Mas quem manda – RTP, o seu conselho geral e o parlamento – está satisfeito. Bom proveito com os nossos impostos!
Ver comentários