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Eduardo Cintra Torres

Os esmagadores resultados parciais

A longa noite eleitoral tem um problema na versão televisiva: a noite começa cedo demais e depois entra muito no ronhonhó da repetição de projecções e de resultados parciais de concelhos, tipo uma freguesia em 20.

Eduardo Cintra Torres 27 de Setembro de 2021 às 04:04
Jerónimo de Sousa e Catarina Martins falaram cedo porque sabiam que os resultados eram muito fracos para o PCP e para o BE. Assim dá para dizerem umas coisas. Ele ainda disse que o PCP "ficou aquém"; já ela parecia tresloucada, como se ainda estivesse em campanha.

A longa noite eleitoral tem um problema na versão televisiva: a noite começa cedo demais e depois entra muito no ronhonhó da repetição de projecções e de resultados parciais de concelhos, tipo uma freguesia em 20. Na TVI, a mostração dos números acrescentou-lhes um grafismo bizarro sem os nomes dos partidos, só com umas cores esquisitas, pondo o PS lilás.

Como a lentidão da contagem de votos é uma desfeita que a democracia faz ao ritmo da "TV em movimento", os canais queimam tempo com projecções. Depois há comentadores que discutem projecções como se fossem resultados e que falam de resultados parciais como de projecções. E por falar em comentadores, a RTP parecia uma reunião do PS e amigos, com Miguel Maduro, do PSD fofinho, para parecer equilibrar.

Já a SICN conseguiu juntar duas nulidades no mesmo ecrã, um tal Pedro Lopes e Daniel Oliveira. Quanto ao "resultado" da abstenção — mais de 40% — falou-se antes das 21h00. Depois, silêncio. É chato dizer que os eleitos têm a sua legitimidade política reduzida e que talvez quatro em cada dez espectadores não votaram. Se calhar também não viram estas emissões da "TV em movimento".
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