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Eduardo Cintra Torres

Os rituais islandeses

Quanto mais comunitários somos, mais ritualizados somos.

Eduardo Cintra Torres 29 de Junho de 2016 às 01:45
Há 30 anos, entrevistei um funcionário da NATO, islandês. Perguntei-lhe qual a população da Islândia: 300 mil, respondeu. Surpreendido, gracejei: então conhecem-se todos! Ele não gostou, e com razão. À conta do Euro, já li a mesma graça por aí.

A pequenez da população da Islândia torna o êxito da sua selecção extraordinário. Ter 23 bons entre 300 mil e vencer a equipa da Inglaterra, de 54 milhões, é uma improbabilidade estatística que só a incerteza do desenlace, a improbabilidade própria dum jogo, qualquer que seja, torna possível.

A pequenez da população da ilha gelada aquecida por vulcões também justifica o espírito de unidade e comunidade, visível nos rituais de adeptos e equipa. Quanto mais comunitários somos, mais ritualizados somos.
NATO Islândia Inglaterra futebol Euro 2016
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