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Correio da Manhã

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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Eduardo Cintra Torres

Zero para a meia-noite

A RTP1 decidiu acabar com um programa mais ou menos.

Eduardo Cintra Torres 10 de Junho de 2016 às 00:30
A RTP 1 decidiu terminar o diário ‘5 para a Meia-Noite’. O programa consolidou audiência razoável (tem subido). Distingue a RTP 1 da concorrência. Qual a razão para acabar? A pior. A RTP 1 quer mais audiência àquela hora para se bater com os privados.  





















António Esteves Martins, correspondente em Bruxelas há décadas, conhecedor dos assuntos europeus, deixou a RTP em ruptura com a sua direcção, achando-se maltratado. É o costume: egos, invejas e más relações pessoais sobrepõem-se ao profissionalismo.





















Há 30 anos, os congressos dos partidos ocupavam três minutos nas televisões. Agora, com os canais de informação, ocupam três dias. É uma maneira de ocupar tempo com alguma coisa que parece que mexe. Na verdade, bem espremido o limão, sai pouco sumo.





















A Igreja Maná estreia em breve um canal no cabo. Foi nos EUA que as denominações derivadas do Cristianismo mais depressa entenderam o poder da TV. Começou na rádio nos anos de 1920 e passou à TV. Billy Graham foi o tele-evangelista de maior sucesso.






















Até as crianças já são linchadas virtualmente nas redes sociais. Agora foi um concorrente de ‘Masterchef Júnior’. Goucha veio em sua defesa, e muito bem. A questão central é que, ao usar crianças, é a própria TV que proporciona o mau-trato dessas crianças.






















"A maior fuga de informação da História", disseram ‘Expresso’ e TVI dos Panamá Papers. Mas há um mês que nada noticiam. O problema não está no interregno. Está na promessa que fizeram de noticiar. Muita bazófia, poucas notícias. Ou nenhuma, como agora.























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Um quarto da audiência dalguns canais do cabo viu programas em diferido. É o caso do infantil Biggs (24,8%) ou do TV Cine 1 (25,5%). Os que mais ganham com o visionamento diferido são canais infantis, de filmes e séries (17,9% no caso do Fox Crime). Mas também os informativos, com conteúdos mais sujeitos ao desgaste temporal, ganham com a nova prática, entre 2,2 da SICN e 5,5% da CMTV.

Som
A ERC precisou de anos e anos para impor que o volume de som da publicidade tenha o mesmo nível dos restantes programas  de TV (e porque não da rádio?). A defesa do consumidor era neste caso tão óbvia que só mostra como a ERC, tal como existe, para pouco serve e evita tomar decisões que nos defendam da ganância dos poderosos, sejam políticos ou empresas.
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