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Eduardo Dâmaso

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No estado em que estamos talvez fosse de ir pensando numa reflexão um pouco mais profunda sobre o sistema político e eleitoral, sobre a abstenção e o seu combate...

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 3 de Novembro de 2021 às 00:31
Quando a marcação da data das eleições se torna numa surda querela institucional, como a que temos visto por estes dias, sobram poucas dúvidas sobre a doença que nos mina. Temos um sistema político bloqueado, desprestigiado, alheado do País, que apenas funciona numa lógica de autopreservação. Basta ver o que está a acontecer no CDS, onde a velha definição de Adriano Moreira para a vida interna do partido foi ultrapassada pelo ambiente de golpismo. O velho clube de cavalheiros que se odiava cordialmente, passou a ser uma choldra de luta livre.

Temos, em várias dimensões, um sistema político-partidário que se transformou no campo mais fértil para a sementeira do Chega. Ao Presidente da República, que tem o berbicacho nas mãos, pede-se muito mais do que a duplicidade de ser um ator político que joga sucessivas cartadas nos bastidores e um árbitro que se pretende imparcial no palco de jogo. Ou, tão só, um marcador de calendário.

No estado em que estamos talvez fosse de ir pensando numa reflexão um pouco mais profunda sobre o sistema político e eleitoral, sobre a abstenção e o seu combate, sobre a real ligação dos partidos ao país ou sobre a forma como o combate à corrupção se tem vindo a transformar numa verdadeira fantochada.
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