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Eduardo Dâmaso

Dinheiro a render

Quando a esmola é demasiado luzidia, de resto, não há outro caminho senão desconfiar.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 24 de Setembro de 2015 às 00:30
O empréstimo do Estado ao Novo Banco – 3,9 mil milhões de euros – pode fazer disparar o défice das contas do Estado em 2014 para uns exorbitantes 7,2 por cento do PIB. A má notícia veio ontem do Instituto Nacional de Estatística e Passos não se contentou com uma explicação. Na sua propensão para o excesso de palavras, deu três: não tem impacto na vida das pessoas; é uma mera projeção estatística; de resto, o dinheiro que o Estado emprestou ao Novo Banco está a render juros e quanto mais tarde vier melhor.

Quanto ao défice ver-se-á se fica nos otimistas 2,7 do Governo ou nos explosivos 7,2. Já quanto ao dinheiro do Novo Banco, convém travar o inebriamento de quem tem uma fortuna no banco a render. Em Portugal, os bancos estoiram de seis em seis anos. Deixam sempre uma fatura pesada – a do BPN vai passar dos 7 mil milhões – e os que pagam são sempre os mesmos. Quando a esmola é demasiado luzidia, de resto, não há outro caminho senão desconfiar.
Novo Banco Instituto Nacional de Estatística défice Governo BPN
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