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Correio da Manhã

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Eduardo Dâmaso

Os sinais da crise

Agravou-se a distância entre eleitos e eleitores.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 27 de Setembro de 2015 às 00:34
As sondagens são claras: a abstenção ultrapassa os 40%; os brancos e nulos já fariam um grupo parlamentar superior ao do CDS e o centrão da rotatividade no poder mostra-se incapaz de assegurar a estabilidade por via da maioria absoluta de um só partido ou de uma coligação.

Estes fatores são sinais de uma crise profunda no sistema político, que tem vindo a agravar-se, sem resposta dos partidos e das instituições. Agravou-se a distância entre eleitos e eleitores, tornou-se mais opaco o financiamento dos partidos, generalizou-se a suspeita sobre as fortunas feitas na política, a mentira banalizou-se como um pilar do palavreado político, os partidos do chamado arco da governabilidade estão reféns de grupos de interesses instalados nos aparelhos que travam lutas ferozes pelo poder. Nada disto está nesta ou noutra campanha, mas é tudo isto que as torna tão pobres e tão pouco esclarecedoras.

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