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Fernanda Cachão

A adúltera e a juíza

A Relação do Porto citou a Bíblia para justificar as penas suspensas em caso de violência doméstica sobre uma mulher.

Fernanda Cachão 24 de Outubro de 2017 às 00:30
A Relação do Porto citou a Bíblia para justificar as penas suspensas em caso de violência doméstica sobre uma mulher. Contemos: depois do fim da relação com homem solteiro, este passou a perseguir a outrora amante, a enviar-lhe SMS insultuosos, acabando por denunciar a antes amada ao marido.

Este último, o marido, e já depois da separação, passou enviar-lhe ameaças de morte e insultos por SMS, acabando o caso pela força de uma moca cheia de pregos. Confusos? Mas é assim o amor em Portugal.

No acórdão ficou escrito que "o adultério da mulher é um gravíssimo atentado à honra e dignidade do homem. Sociedades existem em que a mulher adúltera é alvo de lapidação até à morte.

Na Bíblia, podemos ler que a mulher adúltera deve ser punida com a morte"; e é assim que infeliz é também uma sociedade por ter juízes que deviam estar calados, mas se pensam que tamanha estupidez veste todos os dias calças, desenganem-se.

No final do acórdão assina uma Maria Luísa que ainda partilha com o colega a seguinte consideração: "foi a deslealdade e a imoralidade sexual da assistente que fez o arguido cair em profunda depressão."
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