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Fernanda Cachão

Abaixo a narrativa

Está bom de se ver que até esta ‘narrativa’ que nos vendem é assim mais uma patranha.

Fernanda Cachão 2 de Outubro de 2015 às 00:30
Tendo nós andado pelo Pico, que é um sorvete ao contrário – a segunda maior ilha dos Açores tem 42 km por 20 e a montanha mais alta do País, com 2351 metros –, sem jornais, ouvir caravanas ou ver arruadas, apenas uns poucos cartazes com os cabeças de listas locais, restou-nos o descargo de consciência nos noticiários e nos tempos de antena para acompanhar as ‘narrativas’.

Desde a ‘narrativa’ de Sócrates, parece-nos que usada no sentido de conspiração e uso de factos imaginários, a palavra entrou na campanha e já ninguém se lembra do que primeiro significou na boca de um político. É a narrativa neoliberal ou a da coligação, a da propagandística perfeita, a do empate técnico, a salvadora e também a oficial. E todos já usam tanto a ‘narrativa’, à esquerda e à direita, que mais vale a retidão do dicionário.

"Narrativa: nome feminino, relato minucioso de um facto, acontecimento ou sequência de eventos. Na literatura, narrativa é um texto que expõe um universo constituído por personagens e eventos reais ou imaginários situados no tempo e no espaço; conto; história."

Está bom de se ver que até esta ‘narrativa’ que nos vendem é assim mais uma patranha.
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