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Fernando Jorge

A caminho da greve?

É incontornável que o direito de progressão tem de ser para todos.

Fernando Jorge 21 de Novembro de 2017 às 00:30
Como é natural, valorizamos e saudamos a recente luta dos professores em defesa de várias questões socioprofissionais, particularmente a contagem do tempo de serviço dos anos do "congelamento".

Esta questão afeta também várias outras classes profissionais da Função Pública, entre as quais se contam as várias forças de segurança (PSP, GNR, Polícia Judiciária e Guarda Prisional), os enfermeiros, e também os oficiais de justiça.

Há já alguns meses que vimos alertando a tutela para esta questão. Também a colocámos aos grupos parlamentares. Aliás, o secretário-geral do Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa, referiu isso mesmo no passado sábado.

Tal como os professores, nunca exigimos que o descongelamento fosse total e imediato em janeiro de 2018. Sempre compreendemos essa impossibilidade e prometê-lo seria irrealista.

Compreendemos a necessidade de negociar um faseamento da contagem desse tempo, mesmo que isso vá para além de 2018.

Por isso é exigível que as respetivas tutelas, no nosso caso o Ministério da Justiça, urgentemente informem os sindicatos sobre eventuais decisões sobre a matéria, porque se é certo que todas as classes profissionais referidas têm procedimentos de progressão na carreira diferentes, é incontornável que este direito tem de ser para todos.

Ou será necessário recorrermos também à greve?
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