Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Fernando Medina

Novo ciclo à direita

Olhando para o passado, Assunção Cristas mais não faz do que repetir o que foi desde sempre o objetivo político central de Paulo Portas.

Fernando Medina 20 de Janeiro de 2016 às 00:30
A reconstrução da direita política portuguesa começou. Para voltar a ser maioritária na sociedade e no Parlamento, a direita necessita de novas ideias, novos protagonistas e novas soluções políticas. Paulo Portas cedo percebeu a necessidade deste processo e as suas exigências. Com a sua saída da liderança, deu o tiro de partida e pôs o CDS em movimento.

O PSD parece mais resignado, mas ficará tudo na mesma depois das eleições presidenciais e do Orçamento para 2016?

A marca fundamental do processo de reconstrução do centro-direita é sem dúvida o regresso da competição entre o PSD e o CDS.

Assunção Cristas, para já a única candidata à liderança, afirmou com clareza o objetivo estratégico - fazer do CDS o partido líder do centro-direita em Portugal - e afirmou em coerência que PSD e PS são ambos adversários a combater.
Olhando para o passado, Cristas mais não faz do que repetir o que foi desde sempre o objetivo político central de Paulo Portas e por este nunca atingido.

Desde o PP de Manuel Monteiro, à versão mais "centrista" do CDS, passando pelo partido dos "nichos" eleitorais, o talento de Portas sempre procurou uma coisa: vencer as barreiras da história política e social do País, que sempre relegaram o CDS para uma posição menor na direita portuguesa.

Cristas parte para o objetivo de vida de Portas com a esperança que estas eleições tenham transformado o nosso sistema, e que tenha acabado a dinâmica de "voto útil" nos "candidatos a Primeiro-Ministro" que tantas vezes penalizou o CDS.

Parte para este caminho com uma barreira difícil: PSD e CDS tiveram uma ligação umbilical nos últimos anos, Passos Coelho mantém-se líder do PSD e Cristas foi sua Ministra sem que sejam conhecidas divergências de fundo em matérias fundamentais.

O tempo dirá se Assunção Cristas tem razões para esperança na mudança do sistema. Mas uma coisa é certa: neste caminho, o CDS terá de construir um projeto político autónomo e terá de sufragar esta autonomia em próximas eleições.


Um acordo histórico
A Agência Atómica Internacional verificou o cumprimento por parte do Irão do acordado e em consequência o Conselho de Segurança das Nações Unidas já levantou as sanções. Ao mesmo tempo, três presos americanos já foram entretanto libertados pelo Irão.

Estes são os primeiros resultados do acordo assinado entre os presidentes do Irão e dos Estados Unidos da América, e os primeiros indicadores daquela que parece ser uma grande vitória da diplomacia de Barack Obama: o Irão aceitou limitar o seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções económicas.

Abre-se assim uma nova oportunidade de diálogo, num país absolutamente central para a resolução de conflitos e ameaças que têm a sua origem no Norte de África e Médio Oriente.

Abrem-se também novas oportunidades para as exportações num mercado de mais de 80 milhões de consumidores, que passará a contar já neste semestre com uma representação da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.


Entregues prémios ‘Lisboa à Prova’
Foram ontem entregues os prémios Lisboa à Prova 2015, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, na Praça do Município, que distinguiram ofertas de excelência em várias categorias gastronómicas na cidade de Lisboa (126 restaurantes distinguidos). Uma iniciativa que tem contribuído para trazer mais e melhor oferta na restauração e para afirmar a gastronomia como grande marca de Lisboa.
Ver comentários