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Francisco J. Gonçalves

A vitória de Artur Mas

Será prematuro decretar a morte política de Mas?

Francisco J. Gonçalves 30 de Setembro de 2015 às 00:30
A Catalunha acordou no dia 28 igual ou diferente do que foi até dia 27? Diferente, talvez, mas não tanto como o desejava Artur Mas.

Lamentavelmente para o homem que, por mero oportunismo, se assumiu como rosto do projeto de uma Catalunha independente, o separatismo conseguiu o feito de se reafirmar apesar de uma dupla derrota: os partidos separatistas não tiveram a maioria do voto popular e a frente unida pró-independência de Mas não elegeu deputados suficientes para formar governo.

Fica agora nas mãos de separatistas que não querem Mas no poder (os esquerdistas da CUP), e de nada lhe servem alianças improváveis com PP, PSC ou Cidadãos, opostos à independência catalã.

Será prematuro decretar a morte política de Mas? Talvez, embora este pareça mais perto de ser envolvido em escândalos como o que destruiu o prestígio do seu mentor, Jordi Pujol, do que de ser reconduzido no cargo.

Apesar de tudo, a independência catalã é hoje tema de debate internacional, o que não deixa de ser uma vitória para Mas. Pírrica, pois pode significar o seu afastamento, mas, ainda assim, uma vitória.
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