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Francisco J. Gonçalves

O terrorismo e o Islão

Fundir terrorismo com Islão é errado, mas é fácil.

Francisco J. Gonçalves 3 de Agosto de 2016 às 01:45
Devem os muçulmanos condenar o terrorismo islâmico? A pergunta é feita em França com mais insistência desde que foi degolado um padre católico numa igreja da Normandia. E pouco importa que muitos muçulmanos condenem uma e outra vez o terrorismo. Pedimos sempre mais. É que muitos decidiram que um terrorismo perpetrado em nome do Islão é terrorismo religioso. Sobretudo agora, que um padre foi morto numa igreja.

Outro padre disse-o no passado domingo, numa cerimónia inter-religiosa em Aubervilliers, subúrbio de Paris. Disse que os muçulmanos "deviam abolir certos versículos violentos do Corão". Como? Uma ‘purga’ do livro sagrado muçulmano? E por que não da Bíblia? Este erro resulta de outro: pressupor que o terrorismo tem base no Corão e que ser islâmico é o primeiro passo para se tornar terrorista.

Pouco importa que muitos terroristas, a começar pelos suicidas do 11 de Setembro, não fossem religiosos. Fundir terrorismo com Islão é errado, mas é fácil, e a facilidade atrai. Mas cuidado! Os que acreditam nisto têm razões para perder o sono. É que em França vivem quatro milhões de muçulmanos. O suficiente para iniciar uma guerra civil.

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