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Francisco J. Gonçalves

Uma política ‘May Way’

Sinatra cantava o ‘My Way’ e Theresa May descobriu uma nova versão, um ‘May Way’ que se tornou um hino à coerência.

Francisco J. Gonçalves 14 de Junho de 2017 às 00:30
Sinatra cantava o ‘My Way’ e Theresa May descobriu uma nova versão, um ‘May Way’ que se tornou um hino à coerência.

Canta-se assim:
Fez campanha com David Cameron para manter o Reino Unido na UE. Mas, quando o Brexit ganhou, rendeu Cameron no poder e defendeu… o Brexit. E não um qualquer. Defendeu uma saída radical, um Brexit duro. O que significa o controlo apertado da imigração para todos, até para cidadãos da UE. Disse então, que, embora não tendo sido eleita, não convocaria eleições, a bem da estabilidade.

Em abril, numa queda em… coerência, convocou eleições. Esquecida a estabilidade, interessava agora mais legitimidade, que é como quem diz, maior apoio parlamentar para o Brexit sem concessões de que se tornou defensora apaixonada.

Disse que perder seis lugares no parlamento seria uma derrota e a sua demissão. Perdeu 12, mas ficou. Explicou, num novo golpe de… coerência, que ficava a bem da estabilidade e de um bom Brexit, algo de que só ela conhece o segredo.

Agora, ‘fortalecida’ e ‘legitimada’ pela perda de apoio parlamentar, negociará o Brexit que lhe deixarem negociar. Mas tudo está bem quando acaba… May Way.
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