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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Francisco José Viegas

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O romance que José Saramago deixou inacabado, ‘Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas’, que ontem foi largamente comentado e festejado, pode ser lido como uma parte do testamento do escritor sobre a perversidade destes tempos.

Francisco José Viegas 3 de Outubro de 2014 às 00:30

Podemos imaginar o personagem Artur Paz Semedo, que lembra o revisor de ‘História do Cerco de Lisboa’ pela sua simplicidade e argúcia (e sabemos como é tão importante esse livro), a investigar essa perversidade. A indústria do armamento e a forma como se alimenta da degradação da espécie humana – e do seu menosprezo – são mais do que uma metáfora para usar em literatura. A barbárie anda à solta, silenciosa umas vezes, ruidosa de outras, e essa indústria comanda eleições, falências, fortunas, corrupção, crises, êxitos estrondosos e telejornais manchados pela nossa vergonha em ver o mais simples, como Saramago nunca se cansou de lembrar – que todos estamos em risco de vida.

Citação do dia

"Nos negócios militares, nas PPP, nas concessões e adjudicações as luvas sempre aparecem"

Eduardo Dâmaso, ontem, no CM

Sugestão do dia

Ontem, Simona Cattabiani apresentou a sua nova chancela do grupo Presença, a Jacarandá. ‘House of Cards’, de Michael Dobbs (diretamente da série de TV homónima), é uma delas - e chega às livrarias para nosso deleite.

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