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Francisco José Viegas

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Andar pelo mundo a matar leões parece-me uma atividade estapafúrdia e imbecil.

Francisco José Viegas 5 de Agosto de 2015 às 00:30
Andar pelo mundo a matar leões parece-me uma atividade estapafúrdia e imbecil, tanto no Zimbabué como no parque natural de Montesinho. Acontece que o Zimbabué, de onde era natural o pobre Cecil, é (além de um mercado muito lucrativo para a captura e matança de animais selvagens, com o apoio do governo) uma ditadura devastadora, violenta e criminosa, comandada pelo célebre nazi de Harare, Robert Mugabe, que desde a década de 80 tenta desesperadamente – com resultados notáveis, como se sabe – construir uma sociedade socialista.

O resultado foi a destruição da agricultura e da economia, a superlotação das prisões, a miséria de milhões de africanos e a perseguição (além de Cecil) de todos os opositores. Apesar do rol dos seus assassínios, ninguém até agora pediu a extradição de Mugabe, o nazi corrupto de Harare.

Citação do dia
"O único crescimento verdadeiramente sustentável que se conhece é o da despesa pública"
Tavares Moreira, no blogue IV República

Sugestão do dia

Lido com meses de atraso, não deixo de o recomendar: Do Pântano Não se Sai a Nado, de Joaquim Silva Pinto (Gradiva), breves memórias do marcelismo, da transição, do PREC e dos tempos presentes.

opinião francisco josé viegas leões caça
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