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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Francisco José Viegas

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Conheci Ljubomir Stanisic há alguns anos.

Francisco José Viegas 27 de Abril de 2017 às 00:30
Conheci Ljubomir Stanisic há alguns anos – foi o grande criador do 100 Maneiras, um belo restaurante de Cascais onde o seu génio se fez notar (transitou da Fortaleza do Guincho), mas que correu mal como negócio. Reabriu-o em Lisboa, no Bairro Alto, e associou-lhe um ‘bistrot’ a dois passos.

Para este rapaz de Sarajevo (onde nasceu, em 1978) foi a recompensa merecida depois de uma infância agitada e de uma vida de sobressaltos.

A sua cozinha era não apenas "criativa", mas (sobretudo) o resultado de muito trabalho, pesquisa, atrevimento, álcool e desvarios. E de amor. Na verdade, Ljubomir foi o primeiro chef ‘rock star’ que conheci a trabalhar em Portugal: louco, divertido, insensato, com sentido de humor e necessidade de arrependimento. Sempre com mérito.

O programa que ele agora apresenta na televisão mostra o velho país desprezível e de cozinhas sujas. Vi-o pela primeira vez no aparelho de tv de um restaurante. Ao fim da noite, o pessoal desse restaurante (longe de Lisboa) arruma a sala, traz comida e vinho, e senta-se a ver o programa de Ljubomir. Não há melhor elogio.

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Citação do dia: A lei nunca previu que um banco possa ser destruído pelos seus donos, Carlos Anjos, ontem, no CM.

Sugestão do dia: Escuridão

João Tordo é um mestre da escuridão; nas suas histórias a própria luz é negra como uma noite de perigos iminentes. Preparo-me para ler ‘O Deslumbre de Cecilia Fuss’, o seu novo romance (Companhia das Letras).
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