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Francisco José Viegas

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Daqui a uma semana, o Teatro de S. João, no Porto, vai estrear ‘Macbeth’, de Shakespeare (encenação de Nuno Carinhas, tradução de Daniel Jonas).

Francisco José Viegas 22 de Maio de 2017 às 00:30
Daqui a uma semana, o Teatro de S. João, no Porto, vai estrear ‘Macbeth’, de Shakespeare (encenação de Nuno Carinhas, tradução de Daniel Jonas).

Refiro-o também porque passam hoje 110 anos sobre o nascimento de Lawrence Olivier (1907- -1989), a quem devemos a grande trilogia de Shakespeare no cinema: ‘Henrique V’ (1944), ‘Hamlet’ (1948, vários triunfos nos Óscares) e ‘Ricardo III’ (1955) – um ‘clássico’ na representação de Shakespeare, e na história dos seus rostos inesquecíveis (há ainda ‘Otelo’, ‘Henrique V’, ‘Rei Lear’ e ‘O Mercador de Veneza’).

Foi durante um ‘Hamlet’ que conheceu (em 1937, o mesmo ano em que representa ‘Macbeth’) uma das mulheres da sua vida, Vivien Leigh (a Scarlett O’Hara de ‘E Tudo o Vento Levou’ e a Blanche Du Bois de ‘Um Elétrico Chamado Desejo’). Reduzir Olivier a Shakespeare é ridículo: ele é o grande rosto de Heathcliff no ‘Monte dos Vendavais’ de 1939, ou o de ‘Rebecca’, de Hitchcock, ao lado de Joan Fontaine, ou Mr. Darcy no ‘Orgulho e Preconceito’ com argumento de Aldous Huxley (de 1940).

A sua representação devolve-nos o prazer dos clássicos.
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