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Helena Garrido

Campanha de ruído

A escolha raramente é entre almoços grátis e caríssimos.

Helena Garrido 25 de Setembro de 2015 às 00:30
Estamos a viver o tempo do oito e do oitenta. Para a coligação estamos no paraíso, para o PS estamos no inferno. O contraste assumiu o seu ponto máximo no caso do Novo Banco.

Obviamente que quando o Estado emprestou 3,9 mil milhões de euros ao Fundo de Resolução (ou seja, ao próprio Estado) aumentou a dívida e agravou o défice. E porque o dinheiro teve de ser usado no Novo Banco, o Governo não pode fazer o pagamento antecipado ao FMI que tinha programado e terá de contrair mais dívida. A coligação exagera na desdramatização, cria uma ilusão de almoços grátis que não existem.

Do outro lado está o PS a carregar a dizer que o "almoço" vai sair caríssimo, quando realmente ninguém sabe ainda quanto vai custar e quando se sabe que um cenário alternativo poderia ser brutal. Ao escolher a Resolução, o que se fez foi optar por salvar praticamente só os depositantes.

A intervenção no BES nem será tão cara como diz o PS, nem grátis como dá a entender a coligação PSD/CDS.
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