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Helena Garrido

Promessas impossíveis

Esse futuro de rigor é o menos mau de todos os cenários.

Helena Garrido 2 de Outubro de 2015 às 00:30
As finanças portuguesas estão ainda muito frágeis. As do Estado, as dos bancos, das empresas e das famílias. A economia está melhor e financeiramente já estivemos piores. Mas ainda há demasiadas nuvens no horizonte, que tanto se podem afastar como aproximar, desencadeando uma nova tempestade. Temos de estar atentos às nuvens, não podemos é estar nas nuvens. Ignorar a realidade é a mais séria ameaça a perder tudo o que se conseguiu até aqui.

Há promessas de todos os partidos que são manifestamente impossíveis. Não temos dinheiro. É tão simples como isso. Um dia poderemos ter. Mas hoje não há. Actualmente apenas podemos escolher como distribuímos o que temos – para combater a desigualdade – e como podemos crescer mais para ter mais emprego.

Como todas as campanhas, esta pouco contribuiu para nos mostrar a realidade. O dia depois das eleições continuará a ser de disciplina financeira. Não tenhamos dúvidas. Esse futuro de rigor é o menos mau de todos os cenários.
finanças economia campanha eleitoral eleições legislativas
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