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Joana Amaral Dias

Estado Velho

A igreja católica prossegue a sua verve discriminatória.

Joana Amaral Dias 18 de Novembro de 2017 às 00:30
Como a Igreja Católica defende o celibato, fica difícil compreender porque é que está a proibir a admissão de novos padres gays ou tanto se preocupa com a sua orientação sexual.

A não ser que seja uma perversa propaganda contra os sucessivos escândalos de pedofilia - perversa porque associar a homossexualidade ao abuso sexual de menores é uma burla e uma ofensa grave.

Já em Portugal, o Cardeal-Patriarca afirmou mesmo que os candidatos ao sacerdócio têm sido e serão sujeitos a testes de avaliação psicológica, insinuando ainda que há um elo entre doença mental e homossexualidade.

A sério? Mesmo?! Há psicólogos que se prestam a este serviço atentatório dos direitos humanos e do código deontológico profissional? Ordem dos Psicólogos? Alô?

Enfim, a única coisa que dá para perceber é que a Igreja Católica prossegue a sua verve discriminatória e excludente em pleno século XXI. Portanto, há que haver indignação, mas não surpresa.

Afinal, esta instituição ‘apenas’ continua a viver à margem da Constituição, excluindo mulheres, não pagando impostos, mas gozando de vários subsídios e benefícios.

Aliás, a religião católica parece ser "a religião da nação portuguesa", como era no tempo do Salazar. Ainda é? Ainda é salazarista?
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