Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
8
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Joana Amaral Dias

Arte quadrada

O último filme de Ruben Ostlund é uma sátira ao mundo da arte contemporânea, sobretudo à sua faceta mercantilista.

Joana Amaral Dias 26 de Novembro de 2017 às 00:30

O último filme de Ruben Ostlund é uma sátira ao mundo da  arte contemporânea, sobretudo à sua faceta mercantilista. O facto da criação artística estar associada, vezes demais, à fama, publicidade, dinheiro e media, aos ricos, burocratas e conservadores e, vezes de menos, ao belo, à subversão, à descoberta e ao espanto, afasta público e pensamento.  

‘O  Quadrado’ procura essa crítica perdida e a reflexão através do humor. Claro que há um curso neoliberal que acabou por contaminar a arte, onde os vencedores ganham sempre e levam tudo, os fundos de investimento consomem qualquer centelha de  vida e toda a ferocidade criadora. Sim, o estado em que arte se encontra não está dissociado de um panorama social mais  vasto, muitas vezes relacionalmente estéril e emocionalmente comatoso. 

O contexto é o  salve-se quem puder, cada um por si, a lei da selva. Mas isso não serve de justificação para as nossas falhas e pecadilhos como se demonstra na magistral e quase-laboratorial cena homem-macaco.

Ou será macaco-homem?

Quarto Escuro arte quadrada
Ver comentários