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Joana Amaral Dias

Bravia

Imagine um majestoso e encorpado urso-cinzento em chamas, incandescente, correndo como seta no meio da floresta.

Joana Amaral Dias 3 de Dezembro de 2017 às 00:30
Imagine um majestoso e encorpado urso-cinzento em chamas, incandescente, correndo como seta no meio da floresta. A imagem persegue o protagonista de ‘Só para Bravos’, superintendente de uma corporação de bombeiros para quem esse carnívoro de centenas de quilos é o fogo, é como o fogo: belo e implacável, admirável e voraz.

Impossível de travar. O filme baseia-se numa história real recente, na qual quase toda uma equipa de soldados da paz perdeu a vida, e não podia ser mais oportuno. Eles estavam ao serviço em 2013, no Arizona, e a longa-metragem saiu agora, logo a seguir aos terríveis incêndios na Califórnia E em Portugal.

A obra de Joseph Kosinski centra-se na missão, dificuldades e sacrifício de homens imperfeitos e falíveis, mas que têm um sentido na vida. E a caracterização do dito comandante, a sua relação com o fogo-urso, como um capitão pode ter com o mar, tratando-o por tu, conhecendo-lhe as manhas, antecipando-lhe caprichos, e mostrando sempre respeitinho, é reveladora de como a natureza não perdoa. Nem mesmo aos bravos.

Título: ‘Só para bravos’
De: Joseph kosinski
Com: Josh brolin e miles teller
Exibição: Nos cinemas
Joana Amaral Dias opinião
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