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Joana Amaral Dias

Euro-cego

Centeno a liderar o Eurogrupo não é como Salvador Sobral vencer a Eurovisão.

Joana Amaral Dias 9 de Dezembro de 2017 às 00:30
Lembram-se de Dijsselbloem? Foi o anterior presidente do Eurogrupo e celebrizou-se por ter dito que os portugueses gastam o dinheiro da Europa em vinho e mulheres.

Não lhe abunda o auto-controlo e agora o elegante cavalheiro confessou: "Usámos o dinheiro dos contribuintes para salvar bancos. Os que dizem que tudo foi para salvar os bancos têm razão." Ah, afinal os eurinhos não drenaram para a boémia lusa mas para a psicopatia desatada dos banqueiros. Ah, afinal não vivíamos acima das nossas possibilidades, o sistema financeiro é que estoirou com as suas. E as nossas.

Aliás, esse holandês também afirmou: "Nós improvisámos. E fizemo-lo muito dispendiosamente para os contribuintes, cujo dinheiro salvou a banca, fazendo disparar a dívida pública. Faríamos tudo de novo? Não." Pronto, ao menos isso.

Ainda bem que não repetiram, porque a austeridade fez dos europeus, como admite Dijsselbloem, cobaias experimentais do pior ataque à Europa depois do nazismo. Aguardam-se, então, as confissões de Juncker, o outro ex-presidente do Eurogrupo. E, já agora, de mais sinistros como Gaspar ou Durão.

Percebe-se agora porque ter Mário Centeno a coordenar a política económica não é uma bola de ouro nem sequer como Salvador Sobral vencer a Eurovisão?
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