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João de Sousa

Costa sem chama

Sócrates respondeu que o Costa não possui a chama, não consegue motivar o povo, tudo porque tinha um complexo com a cor da sua pele!

João de Sousa 26 de Julho de 2015 às 00:30
Presunção extrema, insolência, orgulho desmesurado, arrogância, no seu sentido primevo (aquele que os antigos gregos atribuíram) em relação aos Deuses; atualmente significando um profundo desprezo pelo Outro, acrescido de uma ausência de controlo sobre os impulsos pessoais, um traço de personalidade irracional, desequilibrante, alimentado por paixões exageradas.

Em tudo contrário às virtudes do bom senso, comedimento, sobriedade, prudência e moderação.
Nas tragédias gregas e nos pensadores pré-socráticos, o indivíduo que enfermava, consequência da sua húbris, oferecia ao espectador, invariavelmente, um fim trágico.

Aqui, na "era socrática", a do José, inúmeras são as manifestações da sua enfermidade: a maldita húbris!
Aquando da primeira solicitação de entrevista, relatou-me que não tinha pedido autorização ao diretor, apenas comunicou o facto! A entrevista teve que ser escrita e não como desejava.

Sobre a política e o perfil do político ideal, "ensinou-me" que um político tem de ter amor-próprio, tem de gostar que gostem dele, a vaidade move-o. Quando perguntei se o António Costa possuía o perfil, surpreendentemente, ou não, respondeu que o Costa não possui a chama, não consegue voar, motivar o povo, tudo porque tinha um complexo com a cor da sua pele!

"Eu coloquei Afonso Camões"
Mas a cereja no topo do bolo, o exemplo maior da sua húbris, é demonstrar o seu desalento porque o Afonso Camões [diretor do Jornal de Notícias e ex-presidente da Agência Lusa] não publicou um texto "fabuloso" do Mário Soares (um panegírico ao José) e logo o Afonso: "Entre nós João, quem o colocou lá fui eu!"

Não vale a pena industriar outro
A húbris do José tolda-lhe o controlo sobre os seus impulsos, sobre as suas palavras, e não vale a pena industriar outro [referência a um deputado socialista] para vir desmentir tudo isto, o problema foi a falta de sobriedade e moderação perante um desconhecido, simples cidadão, fora da corte socrática: Eu!
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