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João Pereira Coutinho

Sócrates

Prisão de Sócrates é um sinal de vitalidade democrática

João Pereira Coutinho 23 de Novembro de 2014 às 00:30

Passei os governos Sócrates a escrever sobre a mediocridade política do homem. Quando ele entregou as chaves (com o país falido) e partiu para Paris, respirei de alívio: finalmente podia descansar a cabeça. Erro meu. Sócrates nunca nos larga. Nem ele, nem os delírios que se escreveram após a detenção.

O regime está a apodrecer e Salazar não tarda? Uma pergunta destas só faz sentido num país onde a justiça era tradicionalmente incompetente para lidar com suspeitas graves sobre políticos e outras figuras maiores. Não quando a separação de poderes funciona – e a justiça também.

A detenção de Sócrates pode ser inédita e, para o PS, uma hecatombe. Mas, como escreveu Henrique Raposo (com razão), é um sinal de vitalidade democrática: um país onde ninguém está acima da lei não está a caminho do abismo. Pelo contrário: talvez esteja a caminho da salvação.

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