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João Pereira Coutinho

Sem disfarces

Bons tempos em que o PS ainda disfarçava tiques autoritários.

João Pereira Coutinho 5 de Março de 2017 às 00:32
Cem anos após a revolução bolchevique, o PS antecipou as comemorações com uma imitação reles dos julgamentos de Moscovo.

Eurico Brilhante Dias, nome obviamente irónico, declarou à Renascença que a Comissão de Finanças Públicas ‘cria pânico e desconfiança na execução orçamental’ (tradução: não faz propaganda e desmascara a ‘narrativa’ económica do Governo). Consequentemente, o nosso brilhante Eurico convida a instituição da dra.Teodora a fazer uma ‘reflexão profunda’ (tradução: cala o bico), até porque o Parlamento pode rever o modelo do organismo independente (tradução: adeus, independência).

Em breves linhas, temos acusação formada, oportunidade de purificação e ameaça de fuzilamento. Bons tempos em que o PS ainda disfarçava os tiques autoritários.

Hoje, com as companhias que se conhecem, a brutalidade é sem disfarces. Tenham medo, tenham muito medo.
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