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João Vaz

Memória do terror

Os seguidores do comunismo em Portugal preferem negar a realidade e propagandear mentiras.

João Vaz 5 de Novembro de 2017 às 00:34
O PCP anuncia para depois de amanhã, no Coliseu de Lisboa, a comemoração dos 100 anos da Revolução de Outubro na Rússia. É macabro festejar uma ação que arrastou terror, destruição e mortes, durante mais de 70 anos, e acabou na implosão do regime soviético.

Aceitável seria procurar tirar lições dos erros na concretização dos ideais comunistas. Os seguidores do comunismo em Portugal preferem, porém, negar a realidade e propagandear mentiras, pintando a ditadura soviética como um paraíso para quem trabalha. O povo russo e dos outros países que se libertaram da ditadura soviética ficam como os mais estúpidos do mundo.

Não vale a pena ler o que as publicações do PCP escrevem sobre a conquista do poder pelos bolcheviques. As mentiras arrepiam de pavor quem conhece a história da extinta URSS e visitou o país, em fase decrépita e menos opressiva, no tempo do ‘empalhado’ Brejnev. Seria, contudo, interessante debater o paradoxo em que a Rússia vive, com o compromisso de Putin entre o czar Nicolau II, santificado no panteão da catedral de São Petersburgo, e Lenine, embalsamado no mausoléu da Praça Vermelha em Moscovo.
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