Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
7
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

João Vaz

O antes do 1.º de Maio

Amanhã, o 1º de Maio, Dia do Trabalhador, é feriado nacional como acontece desde 1974.

João Vaz 30 de Abril de 2017 às 00:30
Amanhã, o 1º de Maio, Dia do Trabalhador, é feriado nacional como acontece desde 1974, por decisão da Junta de Salvação Nacional, logo dois dias após o derrube da ditadura de Salazar e Caetano. Antes, a data era apenas de folga para poucos.

Havia feriados municipais em meia dúzia de concelhos, com argumentos de tradição e também de resistência ardilosa. Mais notório era o facto de os jornais não se publicarem por vontade determinada dos tipógrafos, então autêntica aristocracia cultural da classe operária por trabalhar com letras.

As origens do 1º de Maio remontam em muitos países para além da tradicional referência da greve dos operários americanos de Chicago, em 1886, pelo limite das 8 horas de trabalho diário. Em França, o 1º de Maio é dia do ‘muguet’ – flor lírio-do-brejo ou lírio-do-vale, em português – desde o século XVI. Para se diferenciar, a revolução de 1789 criou um dia do trabalho a 26 de abril.

As diferentes ideias ver-se-ão amanhã, em Paris, em desfiles separados de sindicalistas, apoiantes FN de Le Pen e outros.

Uma última nota: o 1º de Maio que a democracia portuguesa aprovou ao terceiro dia demorou três anos a ser reconhecido pelo poder comunista na URSS de Lenine. 

1º de Maio Chicago Dia do Trabalhador Junta Salvação Nacional Salazar URSS França FN Le Pen Lenine
Ver comentários