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João Vaz

O burro não tropeça

A precariedade no trabalho por conta de outrem é um problema que precisa de controlo.

João Vaz 13 de Novembro de 2016 às 00:30
A precariedade no trabalho por conta de outrem é um problema que precisa de controlo, pelos desequilíbrios que causa em empregados e empregadores. É corrosiva para pessoas e famílias e gera instabilidade. Destrói relações conjugais, pesa na quebra da natalidade e torna os negócios vorazes. A fatalidade está em que nenhuma das partes pode pensar no amanhã.

O agora anunciado acordo do Governo com os partidos que o sustentam para integrar no quadro os precários do Estado carrega outra fatalidade: não se querem lembrar do ontem. Desenha-se um processo igual ao do Governo PS de Guterres (1995-2001), que condenou os executivos seguintes ao papel malandro de bradar pela redução de funcionários com a não substituição de aposentados.

Jorge Coelho esteve no fulcro da decisão, e o então ministro António Costa deve lembrar-se. A solução do Estado foi acrescentar mais clientelismo partidário e nepotismo, priorizar o compadrio em vez da competência. Hoje continuamos na expectativa de uma reforma do Estado, que não se implementa, e insiste-se em erros comprovados. Ignora-se o ditado "O burro não tropeça duas vezes na mesma pedra".
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