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João Vaz

O mundo pequeno

Podemos olhar para a Web Summit ou para os jogos de futebol com a Arábia Saudita e os EUA.

João Vaz 12 de Novembro de 2017 às 00:30
Podemos olhar para a Web Summit ou para os jogos de futebol com a Arábia Saudita e os EUA. O principal está no como construímos a nossa memória de vida com os outros. Não se sabe, no imediato, se a Web Summit melhora alguma coisa na vida dos lisboetas e dos portugueses.

Porém, a diversidade dos estrangeiros, com quem trocamos sorrisos e amabilidades, chega para nos fazer sentir num mundo pequeno e amigável.

Há umas décadas descobríamos as outras pessoas do mundo em livros e coleções de cromos de raças humanas e habitantes de todos os países.

Antes, o contacto era agressivo. Começava-se por anular o estranho, não fosse ele canibal.

Atualmente, altos e baixos, negros e amarelos, esquisitos e comuns são todos nossos vizinhos em alojamento local. É extraordinário como o mundo ficou mais pequeno com a facilidade de comunicar e de viajar.

Fez ontem 99 anos que o Dia do Armistício pôs termo à I Guerra Mundial, que custou 18 milhões de mortos. Houve, depois, a II Guerra Mundial de 1939-45, com mais de 80 milhões de mortes, e outros conflitos bélicos.

Hoje, neste mundo pequeno, a história continua, mas não se deve construir na base do ódio pelo outro.
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