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João Vaz

O que faz mais falta

Os candidatos presidenciais preocupam-se, cada um à sua maneira, com a mobilização de eleitores e os sindicatos e os funcionários que representam estão frenéticos com o fim dos cortes salariais e a reposição dos horários de 35 horas.

João Vaz 17 de Janeiro de 2016 às 00:30
Os candidatos presidenciais preocupam-se, cada um à sua maneira, com a mobilização de eleitores e os sindicatos e os funcionários que representam estão frenéticos com o fim dos cortes salariais e a reposição dos horários de 35 horas. Porém, o que faz mais falta, mesmo se quase não se fala no assunto, é levar por diante o projeto trabalho, emprego e produção de riqueza.

Foi com esta aposta que António Costa removeu montanhas para chegar a primeiro-ministro. Recordo que no lançamento do programa eleitoral do PS, ele apresentou-o com três palavras: "Emprego, emprego, emprego". Não se pode esquecer este objetivo. Sabe-se como esperançosos projetos políticos recentes, como o do presidente francês François Hollande, caíram nas ruas da amargura porque o torvelinho das atualidades tirou da agenda o que era essencial e prioritário.

A iniciativa política, as escolhas dos empresários e a ação dos trabalhadores e seus representantes não podem perder o foco. Sem isto a recuperação dos salários não passa de uma miragem, o horário de trabalho acaba no zero e o novo feriado nacional que o PCP propõe, para o dia de Carnaval, será um dia de cegadas tristes.
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