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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

José Diogo Quintela

Faíscas McQueen

Jornalistas ganharam o vício de linguagem e já não conseguem reverter quando o assassino é um nazi, como em Charlottesville.

José Diogo Quintela 17 de Agosto de 2017 às 00:31
De cada vez que há um atentado em que o terrorista usa um carro para atropelar pessoas, a forma como os jornais continuam a escrever notícias com cabeçalhos como ‘viatura joga-se para cima de multidão’ faz com que pareça que há um lobby das bicicletas a denegrir os automóveis, na luta pela supremacia entre meios de transporte.

Na realidade, o que sucede é que, de tanto esterilizar a linguagem quando o atacante é um jihadista, para não ofender muçulmanos, os jornalistas ganharam o vício de linguagem e já não conseguem reverter quando o assassino é um nazi, como em Charlottesville.

E os jornais parecem saídos dos filmes do Faísca McQueen.
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